Eleições 2026

TSE manda Flávio, Carlos Bolsonaro e Marçal apagarem vídeo falso ligado ao ato pró-Lula

Bellizze deu 24 horas para a retirada dos posts, negou a multa pedida pela campanha petista e levará o caso ao plenário

Neste texto5 tópicos
  1. O que mostram as publicações
  2. Meta e a página @sociedadeemfatos
  3. O que o ministro não concedeu
  4. O que dizem os citados
  5. O que vem agora

O ministro Marco Aurélio Bellizze, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mandou apagar das redes sociais publicações que ligam um vídeo falso ao ato em apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na Avenida Paulista, em São Paulo. A decisão é de segunda-feira, 12, e atinge os perfis do candidato Flávio Bolsonaro (PL), do senador eleito Carlos Bolsonaro (PL-SC), do influenciador Pablo Marçal e do deputado Rony Gabriel (PL-RS). O prazo para a remoção é de 24 horas.

As informações são da Agência Brasil, que publicou o caso nesta terça-feira, 13.

O que mostram as publicações

Segundo a reportagem, os posts misturam imagens verdadeiras do ato a um vídeo em que uma mulher de cabelo vermelho cheira um pó branco, apontado como cocaína. A campanha de Lula afirma que a cena foi gravada no Chile e não tem relação com a manifestação na Paulista. Ainda de acordo com a campanha, o vídeo já circulava nas redes um dia antes do ato.

Na avaliação de Bellizze, o material pode induzir o eleitor ao erro. Foi o argumento usado para determinar a retirada do conteúdo.

Meta e a página @sociedadeemfatos

A ordem não se limita aos quatro perfis. O ministro determinou que a Meta, dona do Facebook e do Instagram, remova o mesmo vídeo da página @sociedadeemfatos, caso o responsável não apague por conta própria. Bellizze também mandou que a empresa envie ao tribunal as informações sobre quem administra o perfil.

O que o ministro não concedeu

A decisão atende só em parte ao pedido da campanha petista. A defesa de Lula havia pedido multa, e Bellizze a negou. Ficou valendo apenas a ordem de retirada. O caso ainda será analisado pelo plenário do TSE, o que significa que os ministros podem confirmar, alterar ou derrubar o que o relator decidiu sozinho.

O pedido de remoção em 24 horas foi apresentado pela campanha de Lula na segunda-feira, como o Resenhando registrou em Campanha de Lula aciona o TSE contra posts sobre o ato na Paulista. O ato em si, no domingo, 11, teve contagens muito diferentes de público: o Poder360 calculou até 261 mil pessoas, e o PT falou em 1 milhão, como mostra a matéria Ato pró-Lula ocupa 7 quarteirões da Paulista.

O que dizem os citados

A Agência Brasil informou que tentava contato com os citados para ouvir a posição deles sobre a decisão e manteve o espaço aberto para o posicionamento. Até a publicação da reportagem, não havia manifestação de Flávio Bolsonaro, de Carlos Bolsonaro, de Pablo Marçal nem de Rony Gabriel. Este texto será atualizado se algum deles se manifestar.

O que vem agora

  • Prazo: 24 horas para apagar os posts, contadas a partir da decisão de segunda-feira, 12.
  • Meta: remoção do vídeo em @sociedadeemfatos, se o perfil não apagar sozinho.
  • Plenário: o TSE ainda vai julgar o caso, sem data divulgada na reportagem.
  • Segundo turno: a votação é em 25 de outubro.

Fonte: Agência Brasil, reportagem de Felipe Pontes, publicada em 13/10/2026.