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Ato de Flávio na Paulista reúne 71,9 mil, diz monitor da USP; PL previa 20 mil

Contagem da USP e do Cebrap fica entre 63,3 mil e 80,5 mil; Poder360 contou 6 quarteirões, um a menos que o ato de Lula

Neste texto3 tópicos
  1. Quantas pessoas foram ao ato na Paulista?
  2. Quem esteve no carro de som e o que foi dito?
  3. O que vem a seguir na campanha?

O ato de Flávio Bolsonaro (PL) na Avenida Paulista, em São Paulo, reuniu 71,9 mil pessoas no pico, às 12h20 deste domingo (18), segundo o Monitor do Debate Político, grupo de pesquisa da USP e do Cebrap. O PL havia projetado 20 mil participantes, de acordo com o Metrópoles.

"Vou poupar minha voz porque hoje eu quero ver vocês na televisão assistindo ao debate", disse o candidato do PL à Presidência a apoiadores, segundo a Gazeta do Povo. O primeiro confronto direto entre Flávio e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno começa às 20h, na Band.

Quantas pessoas foram ao ato na Paulista?

O Monitor do Debate Político calculou entre 63,3 mil e 80,5 mil participantes, com margem de erro de 12%. O método usa fotografias de drone analisadas por inteligência artificial. O monitor é feito em parceria com a ONG More in Common.

O Poder360 mediu a ocupação por quarteirões, a partir de fotos aéreas tiradas das 11h40 às 12h50. Os apoiadores de Flávio ocuparam seis quarteirões da avenida, um a menos que os sete do ato de Lula, em 11 de outubro. O veículo ressalva que não dá para comparar a densidade dos dois eventos: a segurança do Planalto não autorizou drones independentes no ato petista.

AtoDataQuarteirões (Poder360)Público informado
Pró-Lula11/1071 milhão, segundo a campanha do PT; o PT vetou a contagem do monitor da USP
Pró-Flávio18/10671,9 mil, segundo o monitor da USP; 20 mil, projeção do PL

Quem esteve no carro de som e o que foi dito?

O ato, chamado de "Bloquinho do 22", foi coordenado pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) e convocado por Flávio, pelo governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e pelo prefeito da capital, Ricardo Nunes (MDB). Também subiram no veículo o deputado federal eleito Lucas Pavanato (PL-SP) e os senadores eleitos André do Prado (PL-SP) e Deltan Dallagnol (Novo-PR).

A concentração partiu das proximidades da rua Augusta e seguiu até a altura da avenida Brigadeiro Luís Antônio, passando pelo Masp e pela sede da Fiesp, em cuja fachada foi projetada uma bandeira do Brasil. Houve orações e o Hino Nacional foi cantado.

No discurso, Flávio afirmou: "Faltam só sete dias para a gente livrar o Brasil do PT". Ele também disse que o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), colocará "a faixa de presidente da República no filho dele", conforme a Gazeta do Povo.

Segundo a reportagem da Folhapress publicada pelo Jornal de Brasília, faixas e cartazes voltaram a criticar o Supremo Tribunal Federal (STF) e o ministro Alexandre de Moraes, e parte dos manifestantes exaltou o ministro André Mendonça. Nikolas prometeu que a próxima legislatura vai cassar Moraes, de acordo com a mesma reportagem.

O que vem a seguir na campanha?

Segundo a Gazeta do Povo, o formato do "Bloquinho do 22" inspirou mobilizações em várias cidades. O debate da Band, promovido com outros veículos de imprensa, é o primeiro encontro entre os dois finalistas antes da votação de 25 de outubro. Quem quiser comparar as propostas pode ler o programa de governo de Flávio registrado no TSE.

Nenhum dos dois lados divulgou até as 18h uma contagem oficial com metodologia aberta: o PL fala em projeção de 20 mil, e a campanha do PT, em 1 milhão no ato de 11 de outubro.