Eleitorado brasileiro no exterior cresce 31,8% e chega a 918,9 mil
Lisboa é o maior posto, com 78.833 eleitores; fora do país só se vota para presidente
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O eleitorado brasileiro apto a votar fora do país nas eleições de outubro chegou a 918.876 pessoas, alta de 31,82% em relação a 2022, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulgados em setembro. Em 2022, o total era de 697.078 eleitores. Foram incorporados 221.863 novos nomes ao cadastro do exterior.
O contingente representa 0,58% do eleitorado brasileiro, estimado pelo TSE em 158.745.463 eleitores. Na eleição passada, essa fatia era de 0,45%. Os eleitores estão distribuídos por 186 cidades de 134 países, onde serão instaladas as seções eleitorais, em sua maioria dentro de consulados e embaixadas, mas também em hotéis, escolas e outros espaços cedidos.
Onde estão os eleitores
Os Estados Unidos concentram a maior parcela, com 28,89% do eleitorado no exterior. Portugal aparece em seguida, com 14,67%, e o Japão em terceiro, com 9,62%. Entre as cidades, Lisboa é o maior posto, com 78.833 eleitores, seguida por Boston, com 53.406, e pelo Porto, com 47.676.
A Zona Eleitoral do Exterior, identificada pela sigla ZZ, funciona em Brasília e é a unidade responsável por atender quem tem domicílio eleitoral fora do país. É nela que são feitos o alistamento, a emissão do primeiro título e a transferência de domicílio para outro país.
O que muda na urna de fora
Fora do Brasil, a votação é exclusiva para presidente e vice-presidente da República. Não há voto para governador, senador, deputado federal, estadual ou distrital. O primeiro turno é em 4 de outubro e o segundo, se houver, em 25 de outubro.
O voto é obrigatório para brasileiros alfabetizados entre 18 e 70 anos, inclusive no exterior. É facultativo para analfabetos, maiores de 70 anos e jovens de 16 e 17 anos. Quem estiver fora e não puder comparecer pode justificar a ausência em uma das mesas receptoras instaladas no exterior ou pelo aplicativo e-Título.
Depois da eleição, o prazo para justificar vai até 3 de dezembro de 2026, no caso do primeiro turno, e até 8 de janeiro de 2027, no caso do segundo. Para votar neste ano, era preciso estar com a situação eleitoral regular até 6 de maio, data-limite para alistamento, atualização de dados e transferência de domicílio.
O crescimento de 31,82% em quatro anos é o maior salto proporcional já registrado entre dois pleitos presidenciais no cadastro do exterior, que tinha 200.392 eleitores em 2010. Em uma disputa apertada, o bloco de quase 1 milhão de votos deixa de ser detalhe estatístico. Em 2022, a diferença entre o primeiro e o segundo colocado no segundo turno foi de cerca de 2,1 milhões de votos.

Quem é o eleitor brasileiro fora do país
O perfil desse eleitorado saiu depois. Segundo dados do TSE divulgados pela Agência Brasil em 26 de setembro, as mulheres são 57% dos inscritos no exterior e os homens, 43%. Entre os estados civis, os solteiros somam 52% do total. Os casados aparecem com 42%, os divorciados com 6% e os viúvos com 1%.
A escolaridade é mais alta que a média nacional. O maior grupo é o de quem concluiu o ensino superior, com 38% do cadastro. Em seguida vêm os que terminaram o ensino médio, com 29%, e os de superior incompleto, com 13%. O ensino médio incompleto responde por 10%, o fundamental completo por 5% e o fundamental incompleto por 3%. Outro 1% apenas lê e escreve.
Na faixa etária, o maior contingente está entre 40 e 44 anos. Depois aparecem os grupos de 45 a 49 anos e de 35 a 39 anos. O cadastro registra ainda 6.614 pessoas com deficiência, o equivalente a 0,72% dos eleitores no exterior.
Como funciona o voto e a justificativa
As seções eleitorais no exterior ficam principalmente em consulados e embaixadas. O TSE informa que elas também podem ser instaladas em escolas, hotéis e outros espaços cedidos, conforme a cidade. São 186 cidades em 134 países.
Quem estiver fora do país no dia da eleição e não comparecer pode justificar a ausência. São dois caminhos: as mesas receptoras instaladas no exterior ou o aplicativo e-Título. Há uma restrição prática. Segundo o tribunal, não haverá mesas exclusivas para justificativa. O procedimento presencial só poderá ser feito nas mesas que funcionarem com urna eletrônica.
Os números citados constam das estatísticas do eleitorado do TSE, reproduzidas pela Agência Brasil, pelo Poder360 e pela Gazeta do Povo. O tribunal mantém o detalhamento do eleitorado residente no exterior no painel de estatísticas eleitorais, em sig.tse.jus.br.
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