Eleições 2026

Lula e Flávio Bolsonaro empatam com 46% no 2º turno, diz Meio/Ideia

Instituto media 45% a 40% para o presidente em julho; no primeiro turno, Lula tem 38,4% e o senador, 37,3%

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) aparecem empatados com 46% cada em simulação de segundo turno da eleição presidencial, segundo pesquisa Meio/Ideia divulgada nesta quarta-feira, 9. Brancos e nulos somam 3,5% e 4,5% não sabem.

O levantamento foi contratado pelo Canal Meio e ouviu 1.500 eleitores por telefone entre 4 e 7 de setembro. A margem de erro é de 2,5 pontos percentuais, com 95% de nível de confiança. O registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) é o BR-07935/2026.

No primeiro turno estimulado, Lula tem 38,4% e Flávio Bolsonaro, 37,3%. A diferença de 1,1 ponto está dentro da margem de erro, o que caracteriza empate técnico também nesse cenário. Aparecem em seguida o escritor Augusto Cury, com 6,6%, o coordenador do Movimento Brasil Livre Renan Santos e o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), ambos com 4%, e o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), empatado com Pablo Marçal (PRTB) em 1,5%. Os demais nomes testados ficaram em 0,7% ou menos. Brancos e nulos somam 2,5% e 2,8% não sabem.

Na pergunta espontânea, feita sem lista de nomes, Lula marca 30,7% e Flávio Bolsonaro, 28%. Nesse formato, 26% dos entrevistados não souberam responder.

O que mudou desde julho

A comparação com o levantamento anterior do mesmo instituto mostra o movimento. Em julho, com campo de 3 a 6 e registro BR-05628/2026, a Meio/Ideia apurava Lula com 40,4% e Flávio Bolsonaro com 32% no primeiro turno. No segundo turno, o placar era 45% a 40% para o presidente.

  • Primeiro turno: Lula caiu 2 pontos e Flávio Bolsonaro subiu 5,3 pontos;
  • Segundo turno: Lula subiu 1 ponto e Flávio Bolsonaro subiu 6 pontos;
  • Vantagem do presidente: a diferença de 5 pontos no segundo turno virou empate.

O deslocamento se concentra no lado da oposição. O senador ganhou 6 pontos no confronto direto no intervalo de dois meses, enquanto o presidente ficou praticamente estável. Em julho, o mesmo instituto também testou Michelle Bolsonaro (PL), que aparecia com 29,4% no primeiro turno e 36% contra Lula no segundo.

Rejeição e o peso da corrupção

Os dois primeiros colocados também empatam no indicador de rejeição. Lula é rejeitado por 46,6% dos entrevistados e Flávio Bolsonaro, por 45,7%. A diferença de 0,9 ponto está dentro da margem. Em julho, os índices eram 46,4% para Lula e 43,4% para o senador, ou seja, a rejeição ao presidente ficou estável e a do adversário subiu 2,3 pontos junto com a intenção de voto.

Entre os nomes com menor rejeição medida estão Romeu Zema, com 14,3%, e Ronaldo Caiado, com 12,7%. Os dois governadores, porém, aparecem em patamar baixo de intenção de voto no cenário testado.

A pesquisa perguntou ainda qual o maior motivo para descartar um nome na urna. Casos de corrupção foram citados por 48,5% dos entrevistados, à frente de falta de propostas, com 8,3%, e de posições radicais, com 7,9%.

O primeiro turno da eleição presidencial está marcado para 4 de outubro, e o eventual segundo turno, para 25 de outubro. Até lá, cada instituto precisa registrar previamente no TSE o levantamento que pretende divulgar, com a metodologia, o contratante e o valor contratado, sob pena de multa.

Pesquisa eleitoral mede intenção de voto no momento do campo e não é previsão de resultado. Números separados por margem de erro devem ser lidos como empate, e não como vantagem. Outros institutos vêm apurando cenários distintos para o mesmo confronto, entre eles a Genial/Quaest, que mediu em agosto 46% de aprovação e 48% de desaprovação ao governo Lula.

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