Eleições 2026

Direita entra nas convenções fragmentada e sem candidatura única

Dois nomes competitivos disputam o mesmo eleitorado antigoverno no primeiro turno

O campo de direita chega ao período de convenções partidárias sem acordo em torno de um único nome. PL e PSD homologaram candidaturas próprias à Presidência, e o eleitorado que rejeita o governo federal terá pelo menos duas opções competitivas no primeiro turno.

A conta que a fragmentação impõe

Em eleição de dois turnos, dividir o voto no primeiro não é fatal, desde que um dos nomes chegue ao segundo. O risco é outro: com dois candidatos consumindo tempo de televisão, financiamento e militância um contra o outro, ambos gastam recursos atacando o vizinho em vez do governo.

Precedentes que a direita conhece

A dispersão do voto conservador já custou disputas estaduais em ciclos anteriores, quando duas candidaturas do mesmo campo somaram votos suficientes para o segundo turno, mas separadas ficaram fora.

O prazo real para negociar

As convenções terminam em 5 de agosto, mas ajustes seguem possíveis até o prazo de registro das candidaturas. Depois disso, qualquer acomodação passa a depender de renúncia formal, hipótese rara em campanha já lançada.

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