Fazenda mantém projeção de crescimento de 2,3% para 2026
Boletim Macrofiscal de julho não alterou a estimativa, apesar da revisão da inflação
O Boletim Macrofiscal de julho manteve em 2,3% a projeção de crescimento da economia brasileira em 2026, segundo a Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda.
A estimativa foi preservada mesmo com a revisão para cima da inflação projetada, que passou de 4,49% para 5,08%.
Crescimento de 2,3% é muito ou pouco
Para um país com renda média e déficit de infraestrutura, 2,3% apenas acompanha a inércia. Não é o suficiente para reduzir a relação entre dívida e PIB quando o juro real fica acima disso, que é o caso com a Selic em 14,25%.
Aritmética simples da dívida
Se o custo da dívida supera o crescimento da economia, a relação dívida/PIB sobe mesmo com superávit primário. É por isso que a projeção da IFI aponta para 115% do PIB em 2036 partindo dos 80,1% atuais.
O que mudaria o quadro
- Ganho de produtividade, que depende de abertura comercial e simplificação tributária
- Investimento privado em infraestrutura, que depende de segurança jurídica
- Redução consistente do juro real, que depende de credibilidade fiscal